sábado, 9 de janeiro de 2016

Joy: 10 invenções que devemos às mulheres

Fiona Ipert, Atualizado em 24/12/15 17:00
JournalDesFemmes.com

Em "Joy", nos cinemas em 30 de dezembro, Jennifer Lawrence encarna a engenhosa inventora do Miracle Mop, um esfregão milagroso que se seca sem esforço. Você sabia que é graças às mulheres que nós temos a cerveja, o Monopoly ou o limpador de para-brisas? Listamos abaixo 10 criações "made in women", sem oas quais a vida não seria a mesma.

Na cinebiografia Joy, Jennifer Lawrence encarna Joy Mangano, uma mãe e dona de casa de mente aberta, que funda um verdadeiro império graças aos seus inventos e ao fato de mudar o quotidiano doméstico. A começar pelo Miracle Mop, um esfregão inovador facilmente drenado, permitindo manter as mãos secas. O lançamento do mais recente filme de David O. Russell, nos cinemas a partir de 30 de dezembro, nos permite dizer "obrigada" àquelas que têm nos ajudado, como essas cabeças pensantes que inventaram a cerveja, os paineis solares ou a seringa.

Cerveja
A gente a-do-ra a ideia de que uma mulher se esconda atrás da espuma que a gente ama. Mesmo se a personagem que inventou a bebida preciosa não seja 100% conhecida, a historiadora Jane Peyton afirma, num estudo, que a cerveja foi inventada há mais 7000 anos pelas mulheres da Mesopotâmia, que a fabricavam, bebiam e vendiam. Saúde!

Câmeras de vigilância
Ninguém gosta de ser espiado, mas as câmeras (afora Casa dos Segredos) podem às vezes ser bem práticas. Deve-se esta invenção à nova-iorquina Marie Van Brittan Brown, em 1969. Big Sister!

Monopoly
O jogo de tabuleiro mais popular no mundo nasceu em 1904 da imaginação de Elizabeth Magie, que já havia inventado "The Landlord's Game" (“O Jogo do Dono” em tradução livre – N.T.), seu nome original, para que os jogadores tivessem consciência do perigo do capitalismo.

Algoritmo de computador e Software
As mulheres são experts em informática. A prova disso é que devemos a elas o algoritmo (Obrigada, Ada Lovelace, primeira programadora da história) e o software. A Dra. Murray Hopper, cientista da computação, criou o "primeiro programa de computador primeiro programa de computador próprio para ser utilizado por empresas ". E é também a ela que a gente deve a expressão "bug".

Geladeira elétrica
Certos homens ainda têm a impressão de que as mulheres existem para alimentá-los. Evidentemente estão muito enganados, mas certamente eles ignoram o fato de que, se podem conservar seus alimentos frescos, é graças a nós, mais precisamente a Florence Parpart, que desenvolveu a geladeira elétrica em 1914.

Limpador de para-brisa
Bem práticos em caso de dilúvios, os limpadores de para-brisa são fruto de Mary Anderson. Por volta de 1903, durante uma viagem de carro, ela se deu conta de que as pessoas perdiam muito tempo parando para tirar a neve acumulada sobre os para-brisas. Esperta, ela então pensou num sistema com um braço móvel, acionável pela condutora.

Tecnologia Wireless
Hedy Lamarr foi um ícone do cinema nos anos 40, mas é a ela que a gente deve a tecnologia de transmissão sem fio – wireless -, com um sistema de torpedos guiados por rádio capazes de saltar frequências para ficarem invisíveis aos olhos dos inimigos durante a Segunda Guerra Mundial. Isso não lhe diz nada? Esta invenção é uma ancestral GPS ou do Wifi (nada mais que isso).

Corretor líquido (“Liquid Paper”)
Quem nunca usou o “branquinho” para corrigir um erro numa letra ao longo de uma cópia, numa palavra qualquer escrita numa folha de papel? Esta engenhosa invenção foi idealizada por Bette Nesmith Graham, que se inspirou nos pintores de placas para criar sua mistura, patenteada em 1958.

Paineis solares
Devemos os paineis solares à americana Dra. Maria Telkes que, junto com a arquiteta Eleanor Raymond, construiu a primeira casa com aquecimento solar nos anos 40.

Seringa
Se atualmente a gente pode injetar um produto médico com uma só mão, é graças a Laetitia Geer que, em 1899, idealizou a seringa. Bastava pensar.

http://www.journaldesfemmes.com/…/1284669-journee-femme-in…/

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

JOY : quando as mulheres combatem os clichês sexistas

a redação (Rédaction Jdf), Atualizado em 29/12/15 12:10
JournalDesFemmes.com


Inventora apaixonada e determinada, Jennifer Lawrence é confrontada pelos clichês sexistas em "Joy", nos cinemas em 30 de dezembro (na França – N.T.), obstáculos com os quais a maioria das mulheres de deparam em suas profissões. Para tentar evitá-los, organizou-se no Twitter uma reação com hashtag #ILookLikeAnEngineer (#EuPareçoComUmaEngenheira).
É pouco dizer que Joy Mangano teve que dar provas de sua coragem e determinação para ultrapassar os obstáculos que surgiram em seu caminho. A inventora Miracle Mop foi além da desaprovação dos que a cercavam, incrédulos sobre a ideia desta mãe de família se lançar no mundo dos negócios. Em Joy, nos cinemas em 30 de dezembro (na França – N.T.), David O. Russell retrata sua trajetória semeada de percalços. A determinação de sua heroína reflete a de inúmeras outras mulheres, igualmente confrontadas aos clichês sexistas.
Depois da história da gari brasileira considerada muito sexy para desempenhar este trabalho, é assim a engenheira Isis Wenger, que teve de suportar novos comentários sexistas no mês de agosto. Para determinados internautas, nós deveríamos então exercer uma profissão em função de nossa aparência, único critério determinante aos seus olhos.
Isis Wenger, jovem americana de 22 anos, é engenheira da OneLogin, sociedade especializada na gestão de transportes públicos da cidade de São Francisco. A jovem participou da campanha, mas quando os cartazes foram afixados na cidade, ela se deparou com diversas reações sexistas publicadas na internet. Isis reportou ao site Medium algumas das mais marcantes. Atenção, risos amarelos à vista: "Creio que eles procuram atrair as mulheres, mas esta publicidade atrai sobretudo os homens", ou ainda: "Quem pode acreditar realmente que uma engenheira se pareça com ela?". Para terminar “suave”, um internauta destacou o sorriso "sexy" que a jovem mulher mostrava no cartaz. A engenheira reagiu através de um post publicado no site, esclarecendo que "não se tratava, de forma alguma, de se pintar o retrato da engenheira típica": "Sou apenas eu, o exemplo de uma engenheira na minha empresa."
A fim de lutar contra esses preconceitos sexistas, Isis postou no Twitter: "Eu ajudo a construir softwares para as empresas, #ILookLikeAnEngineer (#EuPareçoComUmaEngenheira)". A hashtag em questão já foi usada por milhares de mulheres... e de homens de espírito suficientemente aberto.

http://www.journaldesfemmes.com/societe/combats-de-femmes/1346566-joy-cliches-sexistes-femmes-travail/

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel