sábado, 9 de janeiro de 2016

JOY : quando as mulheres combatem os clichês sexistas

a redação (Rédaction Jdf), Atualizado em 29/12/15 12:10
JournalDesFemmes.com


Inventora apaixonada e determinada, Jennifer Lawrence é confrontada pelos clichês sexistas em "Joy", nos cinemas em 30 de dezembro (na França – N.T.), obstáculos com os quais a maioria das mulheres de deparam em suas profissões. Para tentar evitá-los, organizou-se no Twitter uma reação com hashtag #ILookLikeAnEngineer (#EuPareçoComUmaEngenheira).
É pouco dizer que Joy Mangano teve que dar provas de sua coragem e determinação para ultrapassar os obstáculos que surgiram em seu caminho. A inventora Miracle Mop foi além da desaprovação dos que a cercavam, incrédulos sobre a ideia desta mãe de família se lançar no mundo dos negócios. Em Joy, nos cinemas em 30 de dezembro (na França – N.T.), David O. Russell retrata sua trajetória semeada de percalços. A determinação de sua heroína reflete a de inúmeras outras mulheres, igualmente confrontadas aos clichês sexistas.
Depois da história da gari brasileira considerada muito sexy para desempenhar este trabalho, é assim a engenheira Isis Wenger, que teve de suportar novos comentários sexistas no mês de agosto. Para determinados internautas, nós deveríamos então exercer uma profissão em função de nossa aparência, único critério determinante aos seus olhos.
Isis Wenger, jovem americana de 22 anos, é engenheira da OneLogin, sociedade especializada na gestão de transportes públicos da cidade de São Francisco. A jovem participou da campanha, mas quando os cartazes foram afixados na cidade, ela se deparou com diversas reações sexistas publicadas na internet. Isis reportou ao site Medium algumas das mais marcantes. Atenção, risos amarelos à vista: "Creio que eles procuram atrair as mulheres, mas esta publicidade atrai sobretudo os homens", ou ainda: "Quem pode acreditar realmente que uma engenheira se pareça com ela?". Para terminar “suave”, um internauta destacou o sorriso "sexy" que a jovem mulher mostrava no cartaz. A engenheira reagiu através de um post publicado no site, esclarecendo que "não se tratava, de forma alguma, de se pintar o retrato da engenheira típica": "Sou apenas eu, o exemplo de uma engenheira na minha empresa."
A fim de lutar contra esses preconceitos sexistas, Isis postou no Twitter: "Eu ajudo a construir softwares para as empresas, #ILookLikeAnEngineer (#EuPareçoComUmaEngenheira)". A hashtag em questão já foi usada por milhares de mulheres... e de homens de espírito suficientemente aberto.

http://www.journaldesfemmes.com/societe/combats-de-femmes/1346566-joy-cliches-sexistes-femmes-travail/

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

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